r.a.s.t.r.o.

geral

A instalação/intervenção “r.a.s.t.r.o.: desenho do comum” – realizada em colaboração com Andrei Thomaz e Vitor Andrioli [estúdio Mandelbrot] – é uma combinação de vários dispositivos e participantes ligados entre si telematicamente, que pouco a pouco vai construindo um emaranhado de traços baseado nos deslocamentos de ciclistas pelas ruas de São Paulo. As coordenadas desses caminhos são enviadas a partir de dispositivos Android com o APK “rastro” instalado, ativando uma sequência de ações conforme o esquema abaixo:

esquematico rastro

O mapa inexiste inicialmente e só vai surgindo conforme os usuários enviam dados de seus percursos, entretanto, com o acúmulo de linhas vai paradoxalmente apagando a si mesmo até tornar-se transparente.

detalhe-3

Michael Hardt em “O Comum no Comunismo” fala sobre essa categoria quase esquecida, que não pode se encaixar nem na noção de propriedade privada nem na de propriedade estatal, o comum. Pois bem, pensando na cidade de São Paulo, perguntamo-nos: – A quem pertencem as ruas da cidade? Seriam as vias públicas uma espécie de comum? E o comum, seria algo de ordem apenas material e espacial ou dependeria da forma como nos relacionamos e ocupamos o espaço público?

nota: para instalar o APK, favor aceder https://play.google.com/store/apps/details?id=tc.asa.bicicleta ou fazer download aqui .